Greve dos bancários altera rotina da população de cidades do Pará

Quase 300 agências amanheceram fechadas na última terça, 6.
Bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos.



Bancários do Pará aderem à greve nacional da categoria, deflagrada nesta terça-feira (6). (Foto: Luana Laboissiere/G1)

A greve dos bancários, que iniciou na última terça-feira (6), tem mudado a rotina e provocado transtornos à população em vários municípios do Pará. Quase 300 agências teriam amanhecido de portas fechadas no estado.
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Pará, a adesão da categoria no primeiro dia de greve teria sido de mais de 60%. Em todo estado, das 504 agências, 295 aderiram ao movimento nacional.
Na capital, filas se formaram nas casas lotéricas e houve reclamações. "Todo ano isso, o bancário resolve fazer greve", disse o caminhoneiro Antônio Sergio.
Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos, de reajuste de 6,5%. "Isso na verdade não repõe sequer a inflação do período. Os bancários estão pedindo a inflação mais 5% de ganho real, que é o equivalente ao índice de 14,78%", disse Rosalina Amorim, do Sindicato dos Bancários.
Em uma das principais avenidas de Belém, os grevistas ficaram em frente aos bancos, mas não impediram que clientes utilizassem os caixas eletrônicos.
Greve no interior
Em Altamira, sudoeste do Pará, das 11 agências bancárias, sete aderiram à greve. Na maior unidade da Caixa Econômica do município, o atendimento foi parcial e, por causa disso, uma longa fila se formou desde cedo em frente ao banco.
Em Redenção, no sul do estado, das oito agências, três entraram em greve. Mesmo assim, longas filas se formaram nas casas lotéricas.
No município de Itaituba, sudeste paraense, apenas o Banpará e o Banco do Brasil aderiram à paralisação.
Já Parauapebas, sudeste do Pará, todos os bancos do município funcionaram parcialmente no primeiro dia de greve. O movimento de clientes foi pequeno, mas teve reclamação.
O trabalhador Marildo conta que precisou de um serviço urgente, mas voltou para casa sem atendimento. "Pedi folga pro meu supervisor, pra resolver esse problema e infelizmente foi uma folga em vão. Não vou poder resolver nada”, lamentou.
Segundo especialistas, uma opção para fazer saque seria a agências dos Correios. Mas em Parauapebas, em uma delas o sistema estaria fora do ar e a outra está fechada desde uma tentativa de assalto.
Nesta período de greve, os aplicativos de celular podem ser uma solução . "Pagamentos, transferências, saldo de contas, todos os serviços utilizados dentro da própria agência hoje você consegue realizar através de seus telefones, tabletes, etc”, orienta Moisés Bendahan, diretor do Procon.
Mas pagamento de boletos que já venceram e saques não podem ser feitos pelos aplicativos. Nesse caso, quem se sentir prejudicado deve fazer uma denúncia.
"Se o fornecedor não quiser flexibilizar as multas e juros, ai vem aqui conosco para a gente entrar em ação”, afirma o diretor do Procon.
A Federação Nacional dos Bancos informou que a proposta apresentada à categoria garante o bem estar dos empregados nesse momento de dificuldades na economia do país.
Fonte: G1 Pará
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