Movimentos sociais fazem 22º 'Grito dos Excluídos' em Belém

Manifestantes protestam por manutenção de direitos e democracia.
Evento critica capitalismo e desigualdades sociais.


Caminhada do 22º Grito dos Excluídos em Belém (Foto: Fabiano Vilella / TV Liberal)

Movimentos sociais realizam nesta quarta-feira (7) a 22ª Edição do Grito dos Excluídos em Belém. Com o lema "este sistema é insuportável: exclui, degrada e mata", a manifestação protesta contra a desigualdade social e o afastamento da ex-presidente Dilma Rouseff, que sofreu impeachment no dia 31 de agosto. A organização e a PM não divulgaram número de par“O Grito esse ano incorpora todas as bandeiras: defesa da democracia, dos direitos e contra o golpe", disse Alberto Pimentel, da coordenação do Grito dos Excluídos. "O Grito este ano foi construído de forma bem democrática, e deixamos bem à vontade para todas as organizações e movimentos fazerem suas convocações", explica.
Os manifestantes se concentraram na Praça Santuário desde 8h30, onde realizaram um ato ecumênico. As 10h10 o grupo saiu em caminhada pela avenida Nazaré. O destino final do protesto deve ser a Praça da República, por onde também ocorre o desfile militar em alusão ao dia da independência. Policiais do exército foram posicionados nas transversais do caminho da manifestação, na Travessa doutor Moraes, desde as primeiras horas da manhã. O trânsito foi alterado por conta do desfile.
22ª edição do Grito dos Excluídos protesta por direitos e democracia em Belém (Foto: Fabiano Vilella / TV Liberal)

'Fora Temer e diretas já', dizem manifestantes
De acordo com Adma Monteiro, da Frente Brasil Popular, apesar de estar na sua 22ª edição, o grito renova sua pauta em 2016 com foco na luta pela democracia. "Essa mobilização no Grito, no Brasil todo, será o primeiro ato nacional depois do golpe consumado", disse.
Segundo Adma, é necessário que se faça uma reforma política para garantir os direitos do cidadão. "A nossa pauta é 'Fora Temer, nenhum direito a menos'. Desde que ele assumiu provisoriamente ele vem retirando direitos, a começar dos ministérios que atendem questões sociais. Pedimos a reforma profunda do sistema político, porque mesmo que a gente consiga 'diretas já', a eleição não resolverá o problema: o sistema político brasileiro está sequestrado pelas grandes corporações econômicas. Precisamos de reforma democrática e popular para garantir os direitos de todos", conclui.
CUT classifica protesto como 'ato de resistência'
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) participa do protesto pedindo a garantia de direitos trabalhistas. "Qualquer movimento e ato para nós é um ato de resistência, de garantia da constituição. A partir do momento em que se consolida o golpe vão correr atrás dos direitos dos trabalhadores", disse Martinho Souza, presidente do diretório regional da CUT.
Segundo Souza, o impeachment teve como objetivo a diminuição de direitos dos trabalhadores. "O golpe é para barrar o crescimento do salário mínimo, aposentadoria e benefícios. Este sistema neoliberal tentou flexibilizar a CLT durante 20 anos, não conseguiu e agora pode ser que consiga de uma tacada só", critica.
Fonte: G1 Pará
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